quinta-feira, 10 de setembro de 2009

História do Cristianismo Parte 4 Pressões internas e Externas

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Perseguições, Desvios e Identidade


História do Cristianismo Parte 4 Pressões internas e Externas - Perseguições, Desvios e Identidade - A Primeira Perseguição da IgrejaA luta da Igreja Cristã para afirmar a sua identidade, passa por perseguições pelo judaísmo, por perseguições imperiais e por heresias cristológicas e trinitárias.

As Perseguições Judaicas (30 AD - 90 AD)

A Primeira Perseguição da Igreja

A Oposição dos Judeus


História do Cristianismo Parte 4 Pressões internas e Externas - Perseguições, Desvios e Identidade - A Primeira Perseguição da IgrejaA primeira tarefa do cristianismo – e a mais importante – foi definir sua própria natureza perante o judaísmo do qual surgiu. "O cristianismo foi a flor que desabrochou dentro do judaísmo".

História do Cristianismo Parte 4 Pressões internas e Externas - Perseguições, Desvios e Identidade - A Primeira Perseguição da IgrejaEsse entendimento era incompatível para muitos judeus pelo fato da existência da concepção do Messias político, portanto, na perspectiva de Jesus ser mais um herético, perseguiram os cristãos – "Seita dos nazarenos".

Os seguidores na nova fé – cristãos – não tinham a intenção de fundar uma nova religião, criando um cisma dentro do judaísmo, mas os cristãos queriam mostrar que o Messias prometido era Jesus, e que havia uma convergência profética no Antigo Testamento que se cumpria na vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

História do Cristianismo Parte 4 Pressões internas e Externas - Perseguições, Desvios e Identidade - A Primeira Perseguição da IgrejaA mensagem dos cristãos aos judeus não era que deveriam deixar o judaísmo, mas que a era messiânica havia sido inaugurada. Para os cristãos, o judaísmo não era uma religião rival, mas a mesma religião, pois era o cumprimento do Antigo Testamento que apontava para Jesus Cristo.

Devido a esse entendimento cristão, os judeus que aguardavam um "Messias político", consideraram a nova fé como seita herética e sua propagação foi vista como uma ameaça, pois tentava os bons judeus a se tornarem hereges.

O zelo religioso aliado a inveja política, configurou o sentimento nacionalista e patriótico que se exacerbou diante da possibilidade de que esses novos hereges pudessem uma vez mais provocar a ira de Deus sobre Israel.


O Etnocentrismo Religioso dos Judeus


O Etnocentrismo Religioso dos JudeusOs judeus foram duramente corrigidos por Deus pela idolatria que era fruto da contaminação dos povos pagãos. Quando veio o helenismo (gregos), os judeus se fecharam ainda mais, sendo intolerantes e rejeitando toda cultura helenística que poderia contaminar sua religião no Único Deus Yahweh, desenvolvida em um intenso extremismo religioso.

O Etnocentrismo Religioso dos JudeusTodos esses fatores promoveram um alto zelo tão forte em torno da religião que era muito difícil abrir o entendimento e o diálogo; por isso resolveram se fechar nesta questão e perseguir "aqueles traidores judeus" conhecidos posteriormente como cristãos.

"Os judeus perseguiram os cristãos nos primeiros 60 anos da igreja cristã por crer que estavam seguindo a Deus com zelo"
Justo Gonzales, 1991, pg. 50


A Crescente Distinção entre

Judaísmo e Cristianismo


A Crescente Distinção entre Judaísmo e CristianismoA medida que o cristianismo foi se estendendo cada vez mais entre os gentios e a proporção de judeus dentro da igreja foi diminuindo, tanto cristãos como judeus e romanos foram estabelecendo distinções cada vez mais claras entre o judaísmo e o cristianismo. O cristianismo foi se estabelecendo cada vez mais como uma religião forte que procedeu do judaísmo. Quando o cristianismo veio a ser a religião da maioria, e os judeus se tornaram uma minoria de toda a sociedade, as perseguições tornaram-se circunscritas.


Roma, Judeus e Cristãos


Roma, Judeus e CristãosOs cristãos sendo perseguidos pelos judeus, buscaram refúgio nas autoridades romanas. Havia no início a intervenção dos romanos quando havia um alvoroço excessivo, mas os romanos fomentavam o princípio que os próprios judeus resolvessem estas questões internas. Quando o tumulto era demasiado, havia a intervenção romana.
Gonzales. p.51 – At 18.2

As Perseguições Romanas (14 AD - 337 AD)

As Perseguições Romanas 14 AD - 337 AD

Os Primeiros Cristãos e a Cultura Pagã


O cristianismo logo teve seus primeiros conflitos com o Estado, e foi dentro desse ambiente que a nova fé teve de determinar seu relacionamento com a cultura que a cercava e também com as instituições políticas e sociais, que eram a expressão e o apoio dessa cultura.

Sobre a questão de como os primeiros cristão enfrentaram o desafio de uma cultura pagã, pouco sabemos, pois há uma enorme escassez de documentos, porém é possível conhecer um pouco da vida cotidiana e do culto cristão durante esses primeiros anos.


Crescimento do Cristianismo


Percentual de Cristãos dentro do Império Romano (100-350 d.C):

Ano => Número de Cristãos => Porcentagem

100 -> 7.500 -> 0.0126
150 -> 41.000 -> 0.07
200 -> 220.000 -> 0.36
250 -> 1.170.000 -> 1.9
300 -> 6.300.000 -> 10.5
350 -> 34.000.000 -> 56.5


WRIGHT, David F. (1998). The Growth Of Christianity (nome do artigo). Christian History (revista especializada em História da Igreja), p.26.
Estas estimativas são baseadas num crescimento de 40% por década e corresponde, genericamente, às descobertas nos documentos da Igreja antiga.


Causas Iniciais das Perseguições Romanas


1- A Força do Cristianismo:
1.1- O Cristianismo tornou-se uma religião significativa dentro do império romano.
2- A Má Fama dos Cristãos:
2.1- Os cristãos eram odiados pelos pagãos, considerados abomináveis e misantropos. Os cristãos não participavam das atividades habituais da sociedade de então – O teatro, o exército, as letras, os esportes, etc.. Porque existiam ligações estreitas com a cultura religiosa Pagã.
3- Acusação Imperial:
3.1- Os cristãos foram acusados do incêndio em Roma por Nero em 64 d.C.
4- Seguem Três Séculos de Perseguições:
4.1- "... Os cristãos foram acusados de incendiários, tudo parece indicar que logo
começou a haver perseguições pelo simples fato de serem cristãos – e por todas as supostas abominações que iam unidas a esse nome".


A Paz e a Perseguição no Império Romano (14 AD - 98 AD)


IMPERADOR => ANO => POLÍTICA => FATOS / ACONTECIMENTOS => MÁRTIRES

LEGENDA:
+ => Perseguição
<> => Neutro
* => Positivo
# => Importante
(+) => Bispo
<<---->> => Vazio

Tibério -> 14 - 37 -> <> -> <<----------------->> -> 35 - Estevão

Gaio (Calígula) -> 37 - 41 -> <> -> <<---------------->> -> 42 - Tiago

Cláudio -> 41 - 54 -> + <> -> 49 - Expulsão dos judeus de Roma -> 62 - Tiago

Nero -> 54 - 68 -> # + -> 64-68 - 1ª Perseguição oficial no Império começou em Roma depois do grande incêndio de Roma em 61 d.C -> Pedro / Paulo

Vespasiano -> 69 - 79 -> <> -> 70 - Destruição de Jerusalém -> <<------->>

Tito -> 79 - 81 -> <> -> <<------------------>> -> <<------------>>

Domiciano -> 81 - 96 -> + -> 95-96 - João exilado na ilha de Patmos e exílio de Domitila; Culto do Imperador. -> Flávio Clemente

A Paz e a Perseguição no Império Romano (98 AD - 250 AD)


IMPERADOR => ANO => POLÍTICA => FATOS / ACONTECIMENTOS => MÁRTIRES

Trajano -> 98 - 117 -> * + <> -> 112 - Carta de Plínio (Bitínia). Não procura os cristãos nem aceita acusações anônimas. -> 112 - Inácio (B) Antioquia.

Adriano -> 117 - 138 -> + <> -> Não procura os cristãos nem aceita acusações anônimas. -> <<------>>

Antonino -> 138 - 161 -> + <> -> <<----------->> -> Policarpo (B) Esmirna

Marco Aurélio 161 - 180 -> + -> 177 - Perseguição feroz na Gália (Lião e Viena). -> 165 - Justino; 177 - Fotino e Blandina

Cômodo -> 180 - 193 -> * -> Vários cristãos que foram condenados às minas na Sardinha foram soltos. -> <<------->>

Sétimo -> 193 - 211 -> + -> 202-206 - Decretou que era ilegal tornar-se judeu ou cristão; perseguição feroz no Egito. -> Leônidas, Perpétua e Felicidade.

Vários Imperadores -> 206 - 250 -> * -> Paz. A Igreja aumentou -> <<------->>

A Paz e a Perseguição no Império Romano (249 AD - 337 AD)


IMPERADOR => ANO => POLÍTICA => FATOS / ACONTECIMENTOS => MÁRTIRES

Décio -> # + -> 250-251 - Décio queria uma religião no império; requereu que todas tivessem um certificado de sacrifício (libelli); 1ª perseguição universal; problema dos caídos e sua reentrada na igreja. -> Fabiano (B) Roma, Orígenes

Valeriano -> 253 - 259 -> * + -> 253 - Diminuiu a perseguição deciana; mas em 257 proibiu reuniões cristãs nos cemitérios e, em 258, ordenou a execução dos cléricos. -> Sixto II (B) Roma, Cipriano (B) Cartago

Vários Imperadores -> 260 - 300 -> * -> Paz. A Igreja aumentou; O Imperador Galieno (260-269) revogou os decretos contra os cristãos, restaurou seus cemitérios e proibiu os maus tratos. -> <<----->>

Diocleciano -> 284 - 305 -> * + -> 303-305 - Perseguição final (incitada e continuada por Galériano); Edito ordenou a destruição dos prédios das igrejas e as cópias das Escrituras; os cristãos que entregavam as Escrituras eram "traidores". -> <<----->>

Galério -> 305 - 311 -> * + -> 306-311 - Perseguição até a promulgação do Edito de Tolerância. -> <<------>>

Constantino (e Licínio) -> 312 - 337 -> * -> 313 - Edito de Milão: Terminou a perseguição oficial do cristianismo no império. -> <<---------->>


Martírio dos Cristãos

O Testemunho de Tácito sobre a

Crueldade de Nero


"Além de matá-los (aos cristãos) fê-los servir de diversão para o público. Vestiu-os em peles de animais para que os cachorros os matassem a dentadas. Outros foram crucificados. E a outros lhes acendeu fogo ao cair da noite, para que a iluminassem.

Nero fez que se abrissem seus jardins para esta exibição, e no circo ele mesmo ofereceu um espetáculo, pois se misturava com as multidões, disfarçado de condutor de carruagem, ou dava voltas em sua carruagem.

Tudo isso fez com que se despertasse a misericórdia do povo, mesmo contra essas pessoas que mereciam castigo exemplar, pois se via que eles não eram destruídos para o bem público, mas para satisfazer a crueldade de uma única pessoa"
(Anais, 15:44)


A Cruz de Cristo e o Sentido da Vida


A Cruz de Cristo e o Sentido da VidaA vida é essencialmente trágica quando é vivida por pessoas imperfeitas em um mundo caído. Só a Cruz de Cristo pode dar significado à vida quando a sua base é a tragédia, e isso porque a Cruz forma um só par com a Ressurreição que se seguiu a ela. Jesus sofreu a tragédia da condição humana e transformou tragédia em esperança; Ele voltou dos mortos para dar aos homens a segunda chance que nunca aparece na tragédia.


A Moralidade Social Romana


A história revela uma cultura moralmente depravada no primeiro século. Um exemplo é a imoralidade sexual. "Há uma grande quantidade de palavras no idioma grego para as relações sexuais".

O adultério era frequente. Os homens procuravam meretrizes para o prazer físico. A homossexualidade entre jovens ou entre um homem maior e um menor era aceito abertamente. A prostituição nos templos fazia parte de alguns cultos religiosos.

Os bebês não desejados – mais frequentemente as mulheres – eram deixados sobre um buraco de lixo ou eram abandonadas em alguma parte retirada para que morressem. Podiam ser tomadas para serem usadas, vendidas como escravas ou podiam servir como prostitutas.


O Grupo Familiar Romano


No século I d.C o matrimônio era por mútuo consentimento. A procriação de filhos era seu objetivo explícito. Os matrimônios eram registrados para que os filhos fossem legitimados. Os matrimônios eram monogâmicos em geral, o adultério era frequente. O divórcio requeria só uma notificação oral ou escrita.

O homem tinha um papel dominante na família. O escritor grego Apolodoro disse: "Temos cortesãs para o prazer, criadas para a atenção cotidiana do corpo, esposas para ter filhos legítimos e para serem guardiãs confiáveis das coisas na nossa casa".

Os filhos não eram considerados como parte da família até que o pai os reconhecesse. Podiam ser vendidos ou expulsos se não fossem reconhecidos.


O Poder do Evangelho nas Coumnidades Cristãs


À esta sociedade decadente os apóstolos trouxeram novas ideias acerca do valor do indivíduo e das relações familiares.

Na igreja primitiva o caráter dos cristãos era muito importante para poderem ser ouvidos e para ganhar convertidos enquanto ousadamente davam testemunho de sua nova fé.


O Que Paulo Ensinava Sobre a Vida Cotidiana?


O Que Paulo Ensinava Sobre a Vida Cotidiana?Os maridos deviam ser fiéis a suas próprias esposas, deviam amá-las como se fossem seus próprios corpos e então, suas esposas seriam submissas.

Os filhos amados por seus pais deviam considerar-se como muito mais que ativos ou passivos econômicos.

Aos patrões cristãos foi dito que tratassem seus escravos com justiça e equidade e que os escravos cristãos sirvam seus senhores com devoção.

Aos cidadãos cristãos foi dito que respeitem a autoridade constituída e paguem seus impostos devidos.

Exorta contra a mentira, furto, palavras torpes e ira.

Estimula a adoção das virtudes da humildade, generosidade, alegria, oração, paz e etc...

As pessoas que denigrem o cristianismo como "opressivo" provavelmente não tem ideia de quanto ele elevou a dignidade das pessoas no mundo helenista (grego).


Vidas Orientadas Pelo Evangelho


- Crescimento espiritual;
- Moralidade;
- Obediência;
- Pureza e Retidão;
- Justiça;
- Fidelidade;
- Honestidade;
- Integridade.


Testemunho da Vitalidade do Evangelho

(Epístola a Diogneto – Séc. II d.C)


Testemunho da Vitalidade do Evangelho - (Epístola a Diogneto – Séc. II d.C)"Vivem na sua pátria, mas como forasteiros; participam de tudo como cristãos e suportam tudo como estrangeiros e peregrinos. Toda pátria estrangeira é pátria deles. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Têm uma mesa comum, mas não uma cama comum; estão na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas têm sua cidadania no céu; obedecem as leis civis estabelecidas, e ao mesmo tempo com suas vidas ultrapassam as leis; amam a todos e são perseguidos por todos; são desconhecidos e, apesar disso, condenados; são mortos e, deste modo, lhes é dada a vida; são pobres e enriquecem a muitos; carecem de tudo e tem abundância de tudo; são desprezados e, no desprezo, tornam-se glorificados; são amaldiçoados e, depois, proclamados justos; são injuriados, e bendizem; são maltratados, e honram; fazem o bem, e são punidos como malfeitores; são condenados, e se alegram como se recebessem a vida. Pelos judeus são combatidos como estrangeiros, pelos gregos e romanos são perseguidos como a escória do mundo, e aqueles que os odeiam não saberiam dizer o motivo do ódio."


Vidas Voltadas para Deus

Vidas Voltadas para DeusOs santos da Igreja primitiva aprenderam que uma vida voltada para Deus deve aprender desde cedo em sua experiência cristã que a Cruz de Cristo é, e precisa ser, central para qualquer compreensão, não só do Evangelho, mas da própria vida.



Santificação: Uma Escolha Radical

Santificação: Uma Escolha RadicalAo escolhermos crucificar nossa natureza pecaminosa com todos os seus desejos, a fim de que em todos os dias seja renovada nossa atitude, seguimos pela vida construindo a jornada de fé tomando a cruz e seguindo a Cristo (Lucas 9:23).

Ficamos livres para amar e servir.


Para Orar e Construir a Fé


"Senhor, sê nosso auxiliador e deixa-nos viver sob os teus cuidados. Salva os que sofrem tribulações. Conforta os abatidos. Perdoa-nos os nossos pecados e purifica-nos por Tua verdade. Endireita os nossos passos para que vivamos em pureza de coração e façamos o que é bom aos teus olhos"
Clemente, bispo de Roma - 1º século

Reflexão
"É necessário saber em que cremos, porque nossa crença determina a forma como vivemos". Robin Keeley


Como podemos realmente testemunhar a vitalidade do evangelho a partir de nossas próprias vidas?


Curso de Teologia, Professor Sebastião V. Gonçalves
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